sábado, 18 de abril de 2009

Digerindo...


Pariu, cuspiu, expeliu. Um deus, um bicho, um homem.

terça-feira, 31 de março de 2009

Chico Buarque: compositor x escritor

Li em algunns sites que Chico Buarque irá lançar um novo romance, intitulado Leite Derramado. O quarto romance na sua aventura pela literatura.




Soa até engraçado falar que Chico se aventura, porque se o que ele faz em grande parte de suas músicas não tem teor literário eu não sei o que é literatura. Mas, leio algumas discussões, inclusive no Orkut, sobre o Chico escritor, romancista, e vejo como há um equilíbrio de opiniões sobre o assunto. Alguns acham que Chico mantém a mesma genialidade de suas músicas nos livros, e outros, até com maior veemência, defendem a idéia de que ele não deveria se "aventurar" nos livros e ficar só com a música.

É difícil opinar sobre isso, já que não tenho tanto conhecimento literário assim. Mas, uma vez perguntei ao escritor e professor de literatura Francisco Grijó, que também mantém um blog, o excelente Ipsis Litteris, sobre o que ele acha do Chico Buarque escritor. A resposta dele foi que o Chico, com toda a veia poética que possui, quando vai para prosa acaba ficando chato. Acabei por concordar. Li os outros três romances. O primeiro, Estorvo, eu realmente achei muito chato. Mas os seguintes, Benjamin e Budapeste, eu gostei, inclusive do último. Em Budapeste pude observar um gostinho poético, que deixa o Chico - no mínimo - bem próximo daquele que agente sabe.

O que resta é esperar arduamente o lançamento de Leite Derramado, e ver se realmente essa distância entre o Chico Buarque compositor e o Chico Buarque escritor é medida em quilômetros ou em centímetros.
Clique aqui e veja um vídeo onde o próprio autor lê sua obra e mostra uma prévia do que escreveu.

segunda-feira, 16 de março de 2009

CheGOL

quinta-feira, 5 de março de 2009

Conversa de botequim

Dia desses, nas famosas conversas de botequim, o assunto em pauta foi música brasileira, suas composições e seus compositores. Dessa discussão saiu o questionamento sobre quem foi o maior compositor da música popular brasileira. Tirando a parte lírica, falando mais da parte musical, instrumental. E foi quase unânime a escolha de Tom Jobim. Eu, como tenho muito cuidado ao falar desse assunto, ainda mais com um questionamento desses, fiquei em cima do muro. Não quis responder. Ou melhor, não soube.
Não que eu não ache que Tom Jobim mereça esse título. Pelo contrário, é um dos meus favoritos, e é totalmente aceitável a escolha dele para o posto, diante de sua genialidade musical. A forma como Tom implantou um tipo de música sofisticada no gênero popular é de se tirar o chapéu. A Bossa Nova foi uma grande evolução musical no Brasil, incontestavelmente.
Mas, logo veio o seguinte questionamento: como deixar de fora um Pixinguinha, Jacob do Bandolin, Ernesto Nazareth, Edu Lobo, sem falar nos poetas e letristas que também sabiam e sabem fazer a parte musical muito bem, como Cartola, Chico Buarque, Noel Rosa, Caetano Veloso, Gilberto Gil, e por aí vai?
Depois desse pensamento veio um leve sentimento de orgulho por não saber responder quem foi ou quem é o nosso maior compositor. É quase impossível escolher um entre o time de feras da MPB. É grande a riqueza daquilo que podemos chamar de boa música brasileira. Pena que poucos conseguem enxergar isso.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Meu Tempo é Hoje - II

Mais sambista que nunca, ando profundamente mergulhado nos discos e tudo mais que contém Samba para se ouvir. O ritmo, que antes me despertava pouco interesse, e, consequentemente (sem trema, de acordo com a nova gramática da nossa língua), não havia conhecimento bruto sobre os grandes sambistas, como Noel Rosa, Cartola, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola. Enfim, aqueles que realmente valem a pena ouvir. Pois bem. Agora o Samba não me sai da cabeça. É toda hora cantando algo, assobiando, murmurando, tudo que me faça lembrar o quanto é bom ouvir-lo.

Recentemente tive a oportunidade de assistir o documentário Meu Tempo é Hoje (2004), que traça um perfil do cantor, compositor e sambista Paulinho da Viola.

O documentário fala da trajetória de Paulinho, que desde pequeno viveu em um ambiente musical. Seu pai, César Faria, era violonista do grupo Época de Ouro, que tinha como estrela maior o fenômeno Jacob do Bandolin. Acostumado a visitas de, além de Jacob, nomes como Pixinguinha, Altamiro Carrilho e outros grandes chorões, não havia outro caminho a seguir se não fosse a música.

O grande barato do documentário é que além da música, mostra o lado pessoal do Paulinho, sua família e o gosto pela marcenaria, que, segundo o próprio artista, seria a profissão dele, caso não fosse músico. Além das participações interessantíssimas de Marisa Monte, Zeca Pagodinho e seu grande parceiro, o compositor Elton Medeiros.

E, logicamente, a Portela não fica de fora desse registro. Todo a história dele dentro da escola, com direito a várias rodas de Samba e a presença de grandes nomes da Velha Guarda da Portela. A escola de samba faz parte da vida de Paulinho da Viola, assim dito nos versos de Foi Um Rio que Passou em Minha Vida.

Enfim, o documentário é uma viajem no mundo do Samba de Paulinho da Viola. Mundo que eu me sinto a vontade e faço questão de fazer parte.

sábado, 3 de janeiro de 2009

2009 - Meu tempo é hoje

Neste 2009, o gosto pelo Choro, pelo Samba e uma nova paixão, o Cavaquinho, abro este novo ano aqui no blog com o cara que resume bastante tudo que eu disse anteriormente.



terça-feira, 25 de novembro de 2008

Sou - Little Joy

Ouvindo os trabalhos individuais de Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante, não evitei uma comparação entre os dois álbuns. Não uma comparação pra dizer quem se saiu melhor, mas apenas analisando o projeto dos dois hermanos.

O Sou, de Camelo, eu recebi bem desde a primeira ouvida. A banda que o acompanha, o Hurtmold, é excelente e faz uma sonoridade interessantíssima, principalmente no arranjo das guitarras. A faixa Mais Tarde, sexta do disco, é a minha favorita devido a esse fator.
Eu, sinceramente, acho o Marcelo Camelo mais compositor que o Amarante, sobretudo no que diz respeito à parte melódica. Em todo esse tempo de Los Hermanos ele já mostrou isso. Como exemplo as músicas Dois Barcos e Sapato Novo - ambas fazem parte do álbum 4. Melodias bonitas, dignas de um bom compositor. E, nesse trabalho novo, Camelo mostra isso de forma mais acentuada nas faixas Théo e a Gaivota, Doce Solidão e na belíssima Passeando.


Mas, o disco do Amarante me agradou mais. Acompanhado do baterista brasileiro do The Strokes, Fabrizio Moretti, e a cantora Binki Shapiro, o Little Joy me trouxe um sentimento mais agradável, quase que saudosista. Amarante saiu-se bem cantando em inglês, com uma voz que até lembra o Julian Casablanca, vocalista do Strokes. Quanto as canções, o que mais gostei foi o ritmo meio jovem guarda de Brand New Start, da voz infanto-juvenil da Binki Shapiro na faixa Unattainable (só pra competir com a Mallu Magalhães) e o estilo rock moderno da faixa Keep Me in Mind.

Mesmo que aqueles fanáticos por Los Hermanos, por algum tipo de implicância, não tenham gostado do Sou ou do Little joy, os dois trabalhos valem uma recomendação, principalmente neste tempo chuvoso, onde a melhor opção é ficar em casa, com raiva da chuva, e ouvindo toda a biblioteca do Windows Media Player.